O Retículo Endoplasmático Rugoso (RER), também conhecido como retículo endoplasmático granular, é um componente vital das células eucarióticas. Ele é uma extensa rede de túbulos e cisternas (sacos achatados) interconectadas que se estende por todo o citoplasma. A principal característica que distingue o RER do retículo endoplasmático liso (REL) é a presença de ribossomos ligados à sua superfície citosólica, conferindo-lhe uma aparência "rugosa" ao microscópio.
O RER desempenha diversas funções cruciais para a célula:
Síntese de Proteínas: Esta é a função mais importante do RER. Os ribossomos ligados à sua membrana são responsáveis pela síntese de proteínas que serão destinadas a diferentes locais, como a membrana plasmática, o lúmen de organelas (como lisossomos e o complexo de Golgi) ou a secreção para o exterior da célula. O processo de tradução dessas proteínas geralmente começa no citosol, mas é direcionado para o RER por uma sequência sinal presente na proteína nascente.
Modificação e Dobramento de Proteínas: À medida que as proteínas são sintetizadas no RER, elas sofrem processos de modificação pós-traducional e dobramento adequado. Enzimas presentes no lúmen do RER, como chaperonas, auxiliam no dobramento correto das proteínas, garantindo que elas adquiram sua estrutura tridimensional funcional. Proteínas que não se dobram corretamente são retidas no RER e podem ser degradadas por mecanismos de controle de qualidade.
Glicosilação de Proteínas: A glicosilação, a adição de cadeias de carboidratos (glicanos) às proteínas, é um processo importante que ocorre no RER. Esses glicanos podem influenciar o dobramento, a estabilidade, o tráfego e a função das proteínas. A N-glicosilação, a adição de glicanos ao átomo de nitrogênio de um resíduo de asparagina, é o tipo mais comum de glicosilação no RER.
Produção de Membranas: O RER também participa da produção de membranas celulares. Ele sintetiza fosfolipídios e outras moléculas lipídicas que são incorporadas às membranas do RER e, posteriormente, transportadas para outras organelas da célula.
Controle de Qualidade de Proteínas: O RER monitora a qualidade das proteínas que são sintetizadas e modificadas em seu lúmen. Proteínas mal dobradas ou defeituosas são reconhecidas e podem ser direcionadas para degradação através de um processo chamado degradação associada ao ER (ERAD).
O RER possui uma relação estreita com outras organelas celulares, especialmente com o Complexo de Golgi. As proteínas sintetizadas e modificadas no RER são transportadas para o Complexo de Golgi em vesículas de transporte. No Golgi, as proteínas sofrem mais modificações e são classificadas para seus destinos finais. O RER também se comunica com o núcleo celular, onde ocorre a transcrição do RNA mensageiro (mRNA) que codifica as proteínas a serem sintetizadas no RER.
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